Oftalmologista analisa uso de celulares e computadores na quarentena

Com a pandemia da Covid-19, a sociedade teve que se reinventar. O home office, por exemplo, foi uma das modalidades mais adotadas por muitas empresas. Mesmo sendo uma medida eficaz no combate ao Coronavírus, esse sistema de trabalho requer cuidados, sobretudo com os olhos.

De acordo com a Dra. Ana Paula Maganhoto, Oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem – empresa do Grupo Opty, o fato de ficarmos muito tempo conectados e vidrados em telas, como computador, celular, tablet e televisão, ocorre uma sobrecarga na visão. Além disso, o uso excessivo de tecnologias ainda é capaz de agravar os casos de miopia (dificuldade de enxergar de longe). Estima-se que, até 2050, mais da metade da população mundial tenha o problema, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dra. Ana Paula Maganhoto, Oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem

“As pessoas tiveram que se adequar a este novo formato de trabalho. Então, temos ao longo do dia videoconferências, conversas ao telefone via aplicativo de mensagens, assistimos aos noticiários para sabermos as atualizações sobre a pandemia, ligamos o ventilador ou ar-condicionado para tornar o ambiente mais agradável para trabalhar, negligenciamos a ingestão de líquido, dentre outras ações que, juntas, provocam a exaustão ocular e consequentemente o ressecamento dos olhos”, detalha a Oftalmologista, afirmando que os principais sintomas são vermelhidão, coceira, lacrimejamento e ardência.

Por isso, a principal dica da especialista é que o indivíduo faça descansos visuais, fazendo pausas de cinco a dez minutos a cada uma hora. Outra sugestão é, a cada 20 minutos, retirar os olhos da tela e focar em objetos mais distantes por 20 segundos. Outras alternativas, são tentar estabelecer um distanciamento de 30 centímetros da tela, adaptar o contraste dos equipamentos eletrônicos, ter cuidado com a luminosidade do ambiente sem forçar os olhos no escuro e ingerir líquidos com frequência.

“Ter uma noite de sono de, pelo menos, oito horas é fundamental para haver a lubrificação ocular. Além disso, não podemos esquecer que o uso de colírios só deve ocorrer sob prescrição médica e que, para cada idade, existe uma recomendação específica. Havendo qualquer sintoma persistente, o ideal é procurar um oftalmologista de imediato”, reforça Dra. Ana Paula.

Olhos e Covid-19

Os olhos também podem ser uma porta de entrada para o novo Coronavírus. Como a transmissão se dá de forma viral, pelo contato, é importante se atentar a tudo que pode conter gotículas de saliva, transmitidas pela fala, tosse, beijo ou espirro. Ou ainda, por superfícies contaminadas de objetos, com as mãos, como maçaneta, botão do elevador, corrimão de escada etc. O contágio acontece através dessas gotículas com a nossa mucosa da boca, nariz e também dos olhos.

“Por isso, é preciso ter atenção redobrada, sobretudo com itens de uso pessoal, como os óculos. Para quem já está acostumado a limpar as lentes no dia a dia, basta repetir o procedimento com maior frequência. Para quem ainda não tem o hábito, uma dica é lavar os óculos sempre que for lavar as mãos”, revela Dra. Ana Paula, explicando que o álcool em gel 70% não é indicado neste caso, pois pode danificar os revestimentos das lentes e material da armação.

O “paninho” que costuma acompanhar os óculos dentro da caixa também é contraindicado na condição atual, já que pode se tornar fonte de contaminação. Água e detergente neutro são os itens recomendados para uma higienização eficaz das lentes dos óculos. Para quem usa lentes de contato, uma orientação do oftalmologista é redobrar os cuidados ao manuseá-las com mãos limpas e guardá-las em um estojo higienizado com produto adequado.

Cuidados redobrados

Preocupado com a segurança e saúde de seus pacientes, acompanhantes, colaboradores e médicos o Sadalla reforça que estão sendo tomados todos os cuidados dentro do Hospital. Desde o inicio da pandemia foi elaborado um Protocolo de Prevenção ao COVID-19, com base nas recomendações exigidas pelas autoridades públicas, sanitárias e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). As principais medidas de prevenção aplicadas são: sinalização das áreas comuns respeitando a distancia segura entre os pacientes; Higienização dos ambientes e equipamentos com frequência; Conferencia da temperatura de todos os pacientes e acompanhantes; Solicitação para que todos higienizem as mãos ao entrar no local e durante sua permanência; Uso obrigatório de máscara. Além disso, como alternativa, pacientes do grupo de risco do COVID-19 ou que prefiram se  preservar da ida ao consultório neste momento podem usufruir do serviço de Teleoftalmologia para tirar dúvidas, obter orientações médicas, prescrição de colírios e medicamentos via plataforma digital, que conecta oftalmologistas e pacientes por meio da tecnologia