Entrevista Sala VIP com Adriano Comitti

Adriano Comitti 2

O talentoso e dedicado artista plástico Adriano Comitti, que busca inspiração na pintura brasileira para criar suas telas, mora há 12 anos em São Francisco do Sul. Graduado em Comércio Exterior e com formação artística pelo Conservatório Belas Artes de Joinville, sente-se realizado por poder viver da sua arte. E afirma que este é o grande sonho de qualquer artista.

 

Quando descobriu sua paixão pelas artes plásticas? Minha paixão pelas artes começou há 15 anos, quando eu comecei a pintar telas pequenas, de 15x15cm. Aos doze anos de idade já desenvolvia conceitos básicos de desenho, cores e composição com a prática autodidata. Com o passar do tempo comecei a pintar telas maiores e até hoje já realizei mais de 300 obras.

 

Qual é o seu estilo? Meu estilo de pintura é embasado em diferentes escolas artísticas, como o modernismo e o cubismo. Busco captar as principais técnicas destas vertentes artísticas, sempre imprimindo meu olhar pessoal em cada trabalho.

 

Onde já fez exposições? Já fiz participei de várias exposições, individuais e coletivas. Geralmente exponho minhas obras em lugares históricos ou estabelecimentos com grande circulação de pessoas como, por exemplo, as exposições que realizei no Costão do Santinho, em Florianópolis, no Piazza Itália, em Joinville, e no Museu Histórico e Museu do Mar, em São Francisco do Sul. Inclusive acabei de encerrar uma mostra noConservatório Belas Artes de Joinville.

 

Onde busca inspiração para pintar? O meu trabalho, de maneira geral, tem como fonte de inspiração a pintura brasileira. Nos últimos anos, São Francisco do Sul tem sido minha maior inspiração, com seus casarios, a religiosidade, o folclore, a cultura local e a vida cotidiana. Retratos da pesca e de pontos turísticos da região, por exemplo, podem ser observados em minhas telas.

 

Qual é o seu maior sonho? Meu maior sonho é fazer uma exposição no Palácio do Itamaraty, em Brasília, levando a cultura de São Francisco do Sul para outras partes do país.

 

Se não fosse artista plástico, que carreira seguiria? Não sei ao certo, mas talvez atuaria em alguma profissão relacionada ao mar, que é outra grande paixão.

 

Você acha que a sua profissão é reconhecida no Brasil? Não acredito que a profissão seja reconhecida como deveria, mas a gente persiste. O meio artístico, no país, é muitas vezes subestimado. Tenho observado que pessoas de outros países, como os argentinos, por exemplo, valorizam mais a arte que os brasileiros.

 

Quais são as maiores dificuldade que encontra em trabalhar como artista plástico?  É encontrar espaços para exposições, acredito que são poucos e restritos na região. Neste caso, sempre estou à procura de parcerias e locais que tenham interesse em expor meu trabalho.

 

Qual é o seu pintor preferido? Gosto muito e admiro o trabalho de Pablo Picasso. Entre os brasileiros, sou fã do Emiliano Di Cavalcanti.