Sapatos, Fetiche e Prazer

Na noite de terça-feira, 18, quem esteve em Joinville foi a sexóloga do programa Altas Horas, Laura Muller. Ela veio à convite do casal Antônio e Carolina Pinho, proprietários da Loja Capodarte no Joinville Garten Shopping. Na ocasião ela falou sobre “Sapatos, Fetiche e Prazer” para um seleto grupo de convidadas e ainda concedeu uma entrevista para esta colunista. O evento foi superanimado, tenho como ponto alto toda a simpatia da palestrante. Além disso, quem animou o ambiente com suas belas músicas foi o violonista Ananias Almeida.

Alguns flashes do evento e logo abaixo a entrevista de Laura Muller:

Durante a palestra a sexóloga Laura Muller falou sobre “Sapatos, Fetiche e Prazer”. Começou contando a história da Cinderela que ao perder seu sapato de cristal num baile do reino em que morava, deixou o mesmo como pista para o príncipe que ficou apaixonado por ela.
Desde então o sapato sempre foi visto como um fetiche na cabeça dos homens. E o que seria este fetiche? Na verdade uma atração por uma parte do corpo ou de uma peça do vestuário. Fetiche também quer dizer amuleto ou encanto, e na verdade cada pessoa tem seus fetiches e encantamentos, pois ninguém é igual a ninguém, nem mesmo irmãos gêmeos.
E em uma pesquisa feita sobre os fetiches, quem liderou foi o sapato, vindo atrás dele os espartilhos, roupas de couro, meias finas, amarrações e transparências.
E o que mais deixa o sapato sensual é o “salto alto”, que dá a mulher um sinal de poder, sensualidade e status, e ainda aguçando a imaginação e o desejo masculino, pois deixa a mulher mais alta, com seios e bumbuns empinados e panturrilhas delineadas.
E na lista das cores preferidas vem o vermelho, que é o sinal do amor e da paixão.

ENTREVISTA COM LAURA MULLER:

Você é natural de onde e mora em que cidade atualmente:
R: Sou natural de Juiz de Fora (MG) e moro em São Paulo.

Qual é a idade em que a pessoa entra em seu auge sexual?
R: Normalmente experimentamos pela primeira vez o sexo lá pelos 15/17 anos de idade. E é com o passar do tempo e das nossas experiências que vamos amadurecendo e ficando mais a vontade com o nosso corpo e consequentemente vamos ficando mais à vontade na hora do sexo.

Há muita diferença nos gostos sexuais entre as culturas ocidentais?
R: De uma maneira geral os gostos e costumes são muito particulares e vão de acordo com cada um. O sexo é um momento único e cada pessoa vai descobrindo seus gostos, independente do local que mora.

Você acha que o homem ainda gosta do sexo do que a mulher?
Desde o princípio, há muito tempo atrás, o homem foi criado para ser o caçador. E durante muitos tempo o sexo era visto como algo feio e que deveria ser feito no escuro ou embaixo dos lençois, servindo apenas para procriação. Era algo meio proibido.
Mas isso é algo do passado. Hoje em dia as mulheres gostam e muito do sexo. Não há mais repressão neste sentido. Mas mesmo assim, baseado em estatísticas, 30% das mulheres brasileiras ainda não tiveram um orgasmo e muitas têm vergonha de tocar o próprio corpo.